Marketing calçadista exige planejamento

Foto: divulgação

O mercado exige, cada vez mais, que empresas façam planejamentos estratégicos para competir entre si e sobreviver à disputa diária por vendas em todo o Brasil. E na indústria calçadista não é diferente. Altos investimentos são aplicados em ações pontuais das indústrias com seu público – especialmente o ‘trade’ – e analisados sob criteriosos olhos dos profissionais ligados aos processos de produção, comunicação e venda de calçados, além de consultores especializados em poderosas ferramentas de marketing.
Para se entender um pouco desse universo, num primeiro momento, é preciso não confundir marketing com propaganda e/ou promoções. “Marketing é a estratégia da comercialização e ele começa bem antes da concepção do produto. Propaganda, relações públicas, assessoria de imprensa e promoção são ferramentas do marketing e elas serão usadas com mais eficiência e menos custo, quanto mais for refinado o planejamento”, revela o consultor Eloi Zanetti, da Zanetti &Associados (Curitiba/PR).
Álvaro Votta, da Votta Consultoria (São Paulo/SP), enfatiza que além do planejamento de marketing, é preciso desenvolver nas empresas um planejamento estratégico corporativo, o qual engloba o de marketing sob seu guarda-chuva. Dessa forma, segundo Votta, é possível ter visões sobre os cenários da empresa com até dois anos de antecedência ou mais. Zanetti aponta que ao desenvolver um bom planejamento de marketing, uma indústria calçadista deve imediatamente pensar em variáveis do tipo: a quem está destinado este calçado? Ou, como age, pensa e sonha o provável consumidor? Ainda, onde vive e qual o seu gosto? De quais cores gosta e qual estética admira? O calçado, traduzindo em miúdos, deve ser fabricado de acordo com o gosto de quem vai comprá-lo e não de quem o fabrica. “Ao mesmo tempo, o trabalho da comunicação corre paralelo, a propaganda só vai afiançar tudo o mais que foi construído. Logística de distribuição vem junto como processo” aponta o consultor.
O investimento que geralmente uma indústria faz no seu planejamento de marketing, segundo Zanetti, é presumido em torno dos 3% sobre o seu faturamento bruto. E isso inclui os salários das pessoas que trabalham na área. E este valor pode oscilar, dependendo do contexto e do segmento. Nos lançamentos, ele pode ser mais alto e depois ir diminuindo gradualmente.  Já para Votta, o ideal é que a empresa invista de 4 a 8% de seu faturamento bruto. “Com 4% não dá para fazer muito não. O percentual 6% já mostra uma indústria mais agressiva, em busca de novos clientes. Os 8% de investimento em marketing são para empresas que assumem uma postura mais arrojada, que buscam liderança. É difícil uma companhia trabalhar com mais de 8%”, avalia.

Fonte: http://www.exclusivo.com.br (25 de agosto de 2011)

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s